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segunda-feira, 10 de maio de 2010

CONVITE DE AMIGO

Trabalha sempre.
Age servindo.
Não grites.
Fala auxiliando.
Escuta com paciência.
Não te encolerizes.
Não te lamentes.
Não te desculpes.

Conserva a simplicidade.
Nada compliques.
Não percas tempo.
Usa a serenidade.
Fica em teu lugar.
Evita discussões.
Verifica o que fazes.
Consagra-te ao bem.

Caminha com cautela.
Não avances demais.
Aceita-te como és.
Faze o melhor de ti.

(Emmanuel)

domingo, 2 de maio de 2010

ORAÇÃO DE PAULO COELHO (escritor)

"Senhor. protegei as nossas dúvidas, porque a dúvida é uma maneira de rezar. É ela que nos faz crescer, porque nos obriga a olhar sem medo para as muitas respostas de uma mesma pergunta. E para que isso seja possível, Senhor, protegei as nossas decisões, porque a decisão é uma maneira de rezar. Dai-nos coragem para, depois da dúvida, sermos capazes de escolher entre um caminho e o outro. Que o nosso sim seja sempre um sim, e nosso não seja sempre um não. Que uma vez escolhido o caminho, jamais olhemos para trás, nem deixemos que nossa alma seja roída pelo remorso. E para que isso seja possível, Senhor, protegei as nossas ações, porque a ação é uma maneira de rezar. Fazei com que o pão nosso de cada dia seja fruto do melhor que levamos dentro de nós mesmos.
Que possamos, através do trabalho e da ação, compartilhar um pouco do amor que recebemos. E para que isto seja possível, Senhor, protegei os nossos sonhos, porque o sonho é uma maneira de rezar. Fazei com que, independentemente de nossa idade ou de nossa circunstância, sejamos capazes de manter acesa no coração a chama sagrada da esperança e da perseverança. E para que isto seja possível, Senhor, dai-nos sempre entusiasmo, porque o entusiasmo é uma maneira de rezar. É ele que nos liga aos céus e a terra, aos homens e às crianças, e nos diz que o desejo é importante e merece o nosso esforço. É ele que nos afirma que tudo é possível, desde que estejamos totalmente comprometidos com o que fazemos. E para que isto seja possível, Senhor, protegei-nos, porque a vida é a única maneira que temos para manifestar o Teu milagre. Que a terra continue transformando a semente em trigo, que nós continuemos transmutando o trigo em pão. E isto só será possível se tivermos amor.
Portanto, nunca nos deixe em solidão. Dai-nos sempre a tua companhia e a companhia de homens e mulheres que têm dúvidas, agem, sonham, se entusiasmam e vivem como se cada dia fosse totalmente dedicado a Tua glória.
Amém.

paulo@paulocoelho.com.br

domingo, 25 de abril de 2010

UMA MANHÃ EM NOVA YORK

Poderia ser uma manhã como outra qualquer.
Eis que um sujeito desce na estação do metrô de Nova York, vestindo jeans, camiseta e boné. Encosta-se próximo à entrada. Tira o violino da caixa e começa a tocar com entusiasmo para a multidão que passa por ali, bem na hora do rush matinal.
Mesmo assim, foi praticamente ignorado pelos passantes que, alheios à qualidade da música que executava, aparentavam ter coisas mais importantes a fazer naquele momento.
Lógicamente eles não sabiam que aquele músico era JOSHUA BELL, um dos maiores violinistas do mundo, executando músicas consagradas, através de um Stradivarius de 1713.
Esse mesmo músico, alguns dias antes, havia se apresentado no Symphony Hall de Boston, onde o ingresso mais barato custou a bagatela de mil dólares.
A experiência no metrô, gravada em vídeo, mostra homens e mulheres de andar ligeiro, copo de café na mão, celular no ouvido, crachá balançando no pescoço, indiferentes ao som do violino.
A iniciativa, realizada pelo jornal The Washington Post, era a de lançar um debate sobre valor, contexto e arte.
E eles chegaram à conclusão de que:
- estamos acostumados a dar valor às coisas somente quando elas estão inseridas num contexto.
Aquele músico famoso, tocando numa estação de metrô, era apenas uma obra de arte sem moldura. Um artefato de luxo sem etiqueta de grife.
Afinal, o que vale para nós algo sem marca, sem preço e sem grife? Não estamos acostumados com o fato do mercado definir o que podemos ter, sentir, vestir ou ser? Os nossos sentimentos e a nossa apreciação da beleza não são manipulados pela mídia?
Será que devemos continuar valorizando somente aquilo que tem uma etiqueta de preço de uma marca consagrada?
A partir desse texto você pode fazer uma boa reflexão.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

FILHOS SÃO COMO NAVIOS

Ao olharmos um navio no porto, imaginamos que ele esteja em seu lugar mais seguro, protegido por uma forte âncora. Mal sabemos que ele alí está em preparação, abastecimento e provisão para se lançar ao mar, destino para o qual foi criado, indo ao encontro das próprias aventuras e riscos. Dependendo do que a força da natureza reserva para ele, poderá ter de desviar da rota, traçar outros caminhos ou procurar outros portos. Certamente retornará fortalecido pelo aprendizado adquirido, mais enriquecido pelas diferentes culturas percorridas. E haverá muita gente no porto, feliz à sua espera.
Assim são os FILHOS. Estes têm nos PAIS o seu porto seguro até que se tornem independentes.
Por mais segurança, sentimentos de preservação e de manutenção que possam sentir junto de seus pais, eles nasceram para singrar os mares da vida, correr os próprios riscos e viver as próprias aventuras. Certos de que levarão os exemplos dos pais, o que eles aprenderam e os conhecimentos da escola, mas a principal provisão, além da material, estará no interior de cada um: A CAPACIDADE DE SER FELIZ.
Sabemos, no entanto, que não existe felicidade pronta, algo que se guarda num esconderijo para ser doada ou transmitida a alguém.
O lugar mais seguro em que o navio pode estar é o porto. Mas ele não foi feito para permanecer ali. Os pais também pensam ser o porto seguro dos filhos, mas não podem ser esquecer do dever de prepará-los para navegar mar adentro e encontrar o próprio lugar, onde se sintam seguros, certos de que deverão ser, em outro tempo, esse porto para outros serem.
Ninguém pode traçar o destino dos filhos, mas deve estar conscientes de que , na bagagem eles devem levar valores herdados, como HUMILDADE, HUMANIDADE, HONESTIDADE, DISCIPLINA, GRATIDÃO e GENEROSIDADE.
Filhos nascem dos pais mas devem se tornar CIDADÃOS DO MUNDO. Os pais podem querer o sorriso dos filhos mas não podem sorrir por eles. Podem desejar e contribuir para a felicidade dos filhos, mas não podem ser felizes por eles. A felicidade consiste em ter um ideal na certeza de estar dando passos firmes no caminho da busca.
Os pais não devem seguir os passos dos filhos e nem os filhos devem descansar no que os pais conquistaram. Devem os filhos seguir de onde os pais chagaram, de seu porto, e, como os navios, partir para suas próprias conquistas e aventuras.
Mas, para isso, precisam ser preparados e amados, na certeza de que QUEM AMA EDUCA.
Aprenda a ir, aos poucos, "SOLTANDO AS AMARRAS".

(Texto de IÇAMI TIBA)